terça-feira, maio 25, 2010
Bebé Rafael
Eu e os meus papás desejamos a todo o pessoal uma Feliz Páscoa!
Beijinhos do Bebé Rafael
P.S. – Comam muitas amêndoas por mim, pois os meus papás não me vão deixar comer…
quarta-feira, março 17, 2010
Hipotermia Induzida para Tratamento da Asfixia Neonatal
Serviço de Neonatologia do Departamento da Criança e da Família – Hospital de Santa Maria do Centro Hospitalar Lisboa Norte pioneiro na Introdução da Hipotermia Induzida para o Tratamento da Asfixia Neonatal
Ao longo do tempo tem-se procurado evitar estas situações, melhorando o controlo das grávidas e da saúde do feto bem como as condições de assistência ao parto. Este esforço tem tido reflexos muito positivos nos indicadores de saúde, nomeadamente no nosso país.
Dentro das consequências menos desejáveis desse stress, a encefalopatia hipóxico-isquémica constitui uma das mais temíveis, pois acompanha-se por vezes, de consequências mais ou menos graves para o sistema nervoso central do bebé.
A encefalopatia hipóxico-isquémica é um quadro muito grave de asfixia neonatal, causada por complicações ocorridas ao nível da vigilância do trabalho de parto, do próprio parto ou da reanimação do bebé.
Em Portugal, estima-se que a incidência aproximada de casos de encefalopatia hipóxico-isquémica se situe num valor entre 100 a 400 casos por ano.
Diversas técnicas e medicamentos já foram testados para o seu tratamento mas, até agora, não foi comprovada a eficácia de nenhum deles na redução daquelas sequelas.
Procurando contribuir para a resolução deste problema, foi recentemente utilizada a hipotermia induzida, uma técnica inovadora, sem risco acrescido, que consiste no arrefecimento controlado da temperatura corporal do recém-nascido em risco, arrefecimento este que atinge os 33,5ºC durante 72 horas.
Nos últimos anos esta técnica foi testada em centenas de casos, principalmente no Reino Unido, sendo considerada como um procedimento de eficácia comprovada na diminuição, e por vezes na anulação, das sequelas da encefalopatia hipóxico-isquémica, desde que iniciada precocemente após o nascimento, de preferência até às seis horas de vida.
A literatura existente sobre esta terapêutica, baseada nos resultados preliminares de series já relativamente significativas, aponta para uma redução típica de um caso de sequelas neurológicas graves por cada seis recém-nascidos tratados.
Perante resultados tão promissores, a hipotermia induzida tem-se afirmado, desde 2008, como “standard of care” para o tratamento de recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquémica no Reino Unido.
Em Portugal, dada a inexistência de terapêutica farmacológica eficaz, estes bebés eram, até muito recentemente, apenas tratados com a instituição de cuidados intensivos (terapêutica de suporte).
Em finais de 2009, e perante a evidência do real benefício da hipotermia induzida, a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) do Serviço de Neonatologia do Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, decidiu iniciar a sua utilização em Portugal, procedendo à aquisição do respectivo equipamento e ao treino específico de médicos e enfermeiras.
De acordo com o Dr. Carlos Moniz, Director do Serviço de Neonatologia, este salto qualitativo foi possível porque no Hospital de Santa Maria já existiam um conjunto de áreas específicas da Especialidade de Pediatria (neurologia, nefrologia, doenças metabólicas e cardiologia, por exemplo) e outros equipamentos de apoio fundamentais (entre os quais, mencionamos a monitorização cerebral contínua e a ressonância magnética).
Nas palavras do Director do Serviço de Neonatologia, o Hospital de Santa Maria reúne hoje todas as condições para o cumprimento rigoroso dos protocolos associados à técnica, para além de ter capacidade para ser integrado em linhas de registo internacionais, sendo comparável a unidades europeias de referência nessa área.
«Não temos a mesma experiência, apenas tratámos quatro casos. Mas há sempre um início, vamos certamente ser confrontados com dificuldades, algumas alegrias e alguns insucessos. Mas isso faz parte da vida do Pediatra. Temos que ter um bocadinho de audácia, embora bem controlada, para podermos progredir. E temos conseguido muito bem, pois nas áreas da Neonatologia, Portugal é um dos países europeus com melhores taxas de mortalidade neonatal e somos considerados, pela Organização Mundial da Saúde, como referência para os países que não têm indicadores de mortalidade neonatal e perinatal ainda aceitáveis», concluiu o Dr. Carlos Moniz.
O primeiro recém-nascido, em Portugal, tratado com hipotermia induzida foi admitido na UCIN no passado dia 29 de Janeiro de 2010 e desde então, outros têm podido beneficiar deste tipo de tratamento.
Trata-se de bebés nascidos no Hospital de Santa Maria ou noutros hospitais mas que posteriormente foram referenciados com esta finalidade específica.
Para que a referenciação seja possível, os recém-nascidos devem preencher determinados critérios clínicos, pelo que nem todos podem ser submetidos a esta terapêutica. Além disso, o transporte deve ser efectuado em condições de hipotermia passiva (a temperatura corporal deve situar-se entre 34,5 e 35º C), o que implica uma preparação específica dos centros que referenciam esses recém-nascidos, assim como da unidade de transporte dos mesmos.
Em todos os casos atendidos no Hospital de Santa Maria tem havido um redobrado controlo destes doentes e, embora seja ainda muito cedo para fazer um balanço aprofundado dos benefícios desta terapêutica, pode desde já afirmar-se que a sua introdução em Portugal constituiu um avanço substancial nos cuidados prestados aos nossos recém-nascidos de risco.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Teresinha (bébé Rito)
domingo, janeiro 31, 2010
" História da Ema "
domingo, janeiro 10, 2010
Teresinha!
BÉBÉ RITO
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Gémeos Azevedo
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Agradecimento e boas festas
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Um Obrigado ás minhas tias.....
domingo, dezembro 13, 2009
obrigada tias............
Aniversário Martim /Bébé Elisabete 7/12/2004
Graças a todos Vós é possível estar aqui junto dos meus Pais e Mana a viver momentos de muita alegria, pois amanhã vou fazer 5 ANOS!!!!!!!!!!!!!
Mais uma vez quero agradecer todos o vosso esforço e empenho que me ajudaram a ser feliz a mim e a todos os que gostam de mim.
Assim sendo ,envio fotos em anexo para vos ilustrar a minha felicidade!!!!!
Já agora aproveito para vos dizer que o meu herói preferido é o Homem-Aranha.........
Muito Obrigado,
Desejo-vos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo!!!!
Bjs e Abraços,
Martim Fonseca
P.S: espero os visitar em breve para agradecer a vossa ajuda no "inicio" da minha VIDA.....
quinta-feira, novembro 19, 2009
milagres, outra é pensarmos que tudo é fruto de um milagre!”
(Albert Einstein, que foi prematuro)
Até ao dia 16 de Março, nada faria prever que o nascimento da nossa filha estaria para breve e, muito menos sonhávamos, que ele viesse a fazer parte das estatísticas que pautam sobre o nascimento dos grandes prematuros que nascem com extremo baixo peso. Na madrugada do dia 16 de Março, a Maria Leonor deu os primeiros sinais de que queria nascer (muito tempo antes!). Dirigimo-nos à CUF, hospital onde era seguida nas consultas de obstetrícia, mas ao depararem-se com o inevitável nascimento prematuro da nossa bebé, decidiram transferir-nos para o Hospital de Santa Maria.
Posso dizer que fui acompanhada por uma equipa fantástica que, desde o primeiro minuto, me transmitiu muita segurança, o que permitiu que me mantivesse calma. A data do parto estava prevista para o dia 26 de Junho de 2009 mas, no dia 16 de Março às 22h10, com apenas 25 semanas, nasceu a Maria Leonor com 822 grs e 32 cm.
Após o nascimento, todos os pais esperam poder levar o seu filho para casa e, com um nascimento tão prematuro, vemo-nos confrontados com uma realidade inimaginável, completamente desconhecida, o internamento prolongado de um bebé, e todos os cuidados a ele inerentes, sem que para isso estivéssemos minimamente preparados.
A primeira visita à Unidade de Cuidados Intensivos é, sem dúvida vivida com um misto de sensações: medo, frustração e angústia. Encontrámos a nossa pequena Leonor numa incubadora, alimentada por uma sonda, monitorizada a aparelhos totalmente desconhecidos e que emitiam insistentemente sons que nos alarmavam, pois nem de longe os conseguíamos decifrar.
O bebé com que sempre sonhámos estava ali, à nossa frente, absolutamente dependente de máquinas, de pessoas especializadas, e de nós, para poder sobreviver. Mentiria se dissesse que a Leonor era o bebé que imaginava mas gostei dela no primeiro minuto. Apesar do seu aspecto frágil e indefeso, o seu pequeno corpo era desproporcional à força com que abraçou o mundo, o que mais tarde se revelou fundamental para a sua boa recuperação.
Aquele mundo era completamente diferente do nosso. Bebés que lutavam pela vida, conquistando cada minuto que passava com uma força cada vez maior, deixando para trás os obstáculos que se opunham à sua recuperação.
Ao olhar para a Maria Leonor pela primeira vez, não chorei! Aliás, ao vê-la ali, entubada, disse para mim mesma: Deus quis assim! Quis que ela nascesse. Ela nasceu e não desistiu, logo, se ela não o fez, porque seríamos nós a fazê-lo. Ninguém mais do que ela, que vivia aquela cena como personagem principal, estaria a sofrer mais, logo, se ela sofria no corpo as consequências da sua prematuridade, quem era eu para me queixar? Se a Leonor lutava, quem éramos nós para desistirmos. Só teríamos de lutar com ela e, assim foi desde o primeiro minuto.
Os dias, as horas, os minutos e por vezes os segundo que se seguiram não foram fáceis. Tudo era uma incógnita. Quando questionávamos sobre o seu estado, tentavam sossegar-nos mas sem nos transportarem para um mundo ilusório. Sempre foram muito realistas dizendo-nos que teríamos de viver um dia de cada vez, mas posso dizer que não era um dia, mas sim uma hora, um minuto e até mesmo um segundo de cada vez. A Maria Leonor baixou de peso até aos 524 grs, e só voltou a recuperar o peso com que nasceu quando completou um mês de vida.
O facto da nossa bebé ser considerada uma grande prematura com extremo baixo peso à nascença, trouxe-lhe as normais complicações inerentes à sua condição (hemorragia intraventricular, transfusões, retinopatia da prematuridade e problemas cardíacos), mas revelou ser uma bebé com muita força e mostrou a todos nós que venceu uma luta e recuperou sem complicações de força maior.
Desde o primeiro dia, sempre nos disseram que a nossa presença e principalmente o nosso contacto físico eram muito importantes. Era fundamental que sentisse que era amada, que sentisse a presença dos pais, e que sentisse que eles lutavam por ela. Que lutavam com ela.
Posso confessar que inicialmente não foi o facto de me incutirem esta responsabilidade que me aproximou mais da minha bebé, mas sim o facto de a amar muito e de acreditar nela. Mas, com o passar dos dias, pude perceber o quão importante era a nossa presença, o nosso contacto físico, a nossa voz, e a nossa energia positiva para a sua rápida recuperação, e a dada altura, já sem qualquer apoio para respirar apenas esperava aumentar de peso para que pudesse vir para casa.
No período em que a Leonor esteve internada, conheci pessoas extraordinárias, com histórias de vida tão diferentes da minha mas que a própria vida se encarregou de as cruzar no meu caminho, no mesmo espaço, na mesma altura, numa condição semelhante.
Posso dizer que se vincaram laços de amizade que perduram e vão perdurar e que se revelaram tão (ou mais) fortes que aqueles que nos acompanham desde a infância.
Cada minuto que passava, apesar da minha bebé estar bem, se outro bebé não estava, nós partilhávamos das mesmas tristezas, dos mesmos receios e das mesmas angústias. E lá estávamos para dar força às suas famílias e, por sua vez, aos bebés.
Também a reunião mensal com os pais de bebés internados, ajudava a partilharmos a nossa histórias e tudo o que nos assustava, bem como a colocarmos questões sobre procedimentos internos e até mesmo tratamentos e desenvolvimento dos nossos bebés. Contribuíam para nos aproximarmos um pouco mais uns dos outros e apoiarmo-nos mutuamente.
O cenário de uma Unidade de Cuidados Intensivos de Recém-Nascidos não é de todo o mais agradável, a quantidade de fios, sondas, monitores e alarmes é impressionante mas, com toda a dedicação, carinho e profissionalismo que os médicos, enfermeiras e auxiliares cuidam dos bebés, é deveras reconfortante, pois sabemos que não poderiam estar em melhores mãos.
Com esta experiência de 86 dias, podemos perceber a grandeza de cada minuto da vida, ou até mesmo de cada segundo, para aqueles que apesar de tão pequeninos lutam com uma força para abraçar o mundo que os pôs à prova logo à nascença.
Agradecemos de forma muito especial a todo o pessoal da Neonatologia do Hospital de Santa Maria, pois para se trabalhar num sítio destes tem de se ter um dom muito especial. Para além de cuidarem dos bebés, também cuidam dos seus pais, dos seus receios, das suas angústias e das suas ansiedades. Desde o primeiro minuto sempre acreditaram e nunca desistiram da nossa filha.
Os médicos e as enfermeiras que conheci são de uma dedicação extrema e, apesar de acabarmos por nos aproximarmos mais de umas dos que de outras, é inevitável testemunhar o amor, o carinho, a dedicação e o profissionalismo com que todas assistiam cada bebé.
Agradecemos também às também às auxiliares que tinham sempre alguma coisa para nos dizer e muitas das vezes nos fizeram rir em momentos muito difíceis.
Maria Leonor, uma pequena grande mulher.
segunda-feira, outubro 19, 2009
Meia Maratona - Pais Madalena
Os Pais orgulhosos, Jorge e Ana
sábado, outubro 10, 2009
Crónica da 4ª Mini/Meia Maratona
Terminámos com sol e com uma temperatura bastante agradável, e à nossa espera na Meta, estava a Família Silva (os Papás e os trigémeos Filipa, Miguel e Martim) que sempre nos acompanham nestas actividades extra-hospitalares. Foi muito bom, encontrar rostos conhecidos a apoiar-nos!
terça-feira, setembro 29, 2009
Mini/Meia Maratona - Unidade Neonatologia
Caros ATLETAS,
sábado, setembro 26, 2009
Dra. Maria Ofélia Guerreiro
quarta-feira, setembro 02, 2009
Bebé Borges
Olá tias,
No dia 18 de Agosto fiz aninhos, 5 anos.
Esta que é uma data minha e vossa só tem sentido quando partilhada com todas vós.
Por isso, aqui deixo uma fotografia do meu bolinho e de mim… claro!!!!
Beijinhos muito doces da vossa menina Teresinha (Bebé Borges)
domingo, agosto 23, 2009
Bebé Nunes (SARA)
Entrei Hoje pela primeira vez no v/ site da Internet e fiquei surpreendida com o v/ espírito de Equipa.
De facto durante todo o tempo que convivemos convosco (4 meses) tiveram sempre um gesto amigo e companheiro digno de uma equipa.
Queria a agradecer-vos a pessoa que hoje sou graças ao que apreendi na Neonatologia: “ viver um dia de cada vez”
Neste meu primeiro comentário agradeço à minha querida Dra. Ofélia todo o seu amor e dedicação, à Dra. Joana que salvou a minha filha quando ela estava a partir, ás tias da Neonatologia todo o carinho e protecção e a todos os médicos que prestaram a sua colaboração na recuperação da minha filhota.
E agora envio umas fotos da v/ bebé Nunes (SARA) – Hérnia Diafragmática agora já com 5 anitos. Vejam como esta crescida e linda. E é também graças a vocês uma criança muito feliz.
Bjinhos a todos
Da mãe da SARA




































